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Edição #233

Maio 20

Nesta edição

A maternidade possível

Maio é o mês das mães e das noivas, não é? Março tem o dia da mulher. Repararam na diferença abismal entre essas ideias, ou palavras-chave, mãe, noiva, mulher? As duas primeiras são castiças, comprometidas, dependentes de outrem, ligadas a; a última, um ser autônomo, independente, embora insistam em seduzi-lo com rosas vermelhas vendidas no sinal.

E se falamos em maternidade, então, a mulher se torna uma entidade, um dogma, uma disciplina, um totem. A maternidade, a depender de quem parir ou assumir a missão, pode significar tanto! Redenção, prisão, afirmação, negação, realização, limitação, expansão... tantos estados emocionais, físicos, mentais, sociais; tão distantes quanto concomitantes, repletos de contradições, de coisas que se explicam, que não se consegue dizer...

Sendo assim, rico, fascinante e complexo, o tema da maternidade foi trazido para esta edição da Continente na Reportagem, feita pela colaboradora Gianni Paula de Melo, e no Ensaio, escrito pela repórter especial Luciana Veras. Em ambos os momentos, problematizando com leveza, agudeza e propriedade (são mulheres e mulheres mães que falam aqui) o assunto, parte tão importante das nossas vidas e que muitas vezes precisamos silenciar, porque ele não seria importante, pois que comezinha e... voilà, essencial é sua existência, afinal, todos nós nascemos de mães.

Trazermos aqui as vozes de escritoras, pesquisadoras, cineastas, artistas e jornalistas que nos contam como vivem a maternidade e levam para suas obras essa experiência. Tudo tão reconhecível e nada parecido com as ideologias em torno dessas palavras de luxo e banalidade: mãe e mulher.

P.S.: Gostaríamos de comentar com vocês, leitoras e leitores, a mudança na nossa rotina de trabalho desde meados de março, quando adotamos o confinamento e precisamos cumprir todas as etapas de pensar, produzir, escrever, ilustrar, diagramar e editar a Continente de modo remoto. Em vez do encontro diário na Redação, a criação de grupos no Whatsapp, os compartilhamentos de conteúdos pelo Drive, a atenção em lidar com esses procedimentos. O famigerado home office tem sido uma prática extensiva, bem sabemos. Mas aqui o mencionamos para reforçar nosso empenho para que a revista siga com a mesma qualidade que buscamos imprimir a cada edição. Que esse tempo estranho que estamos vivendo nos traga a reflexão sensível e a capacidade de mudar aquilo que precisa ser mudado. Boa leitura da Continente, seja na versão impressa, online ou digital, porque estamos em todas essas plataformas!

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