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Entrevista

“Amadurecimento é algo que a gente vai vivendo”

Arnaldo Antunes completa 60 anos, trazendo como marca uma intensa e múltipla produção artística, na qual trafega, sobretudo, pela interseção entre o experimentalismo e a matriz popular

TEXTO Leonardo Vila Nova

02 de Setembro de 2020

Arnaldo Antunes em seu sítio

Arnaldo Antunes em seu sítio

Foto José de Holanda

[conteúdo na íntegra em nosso App | ed. 237 | setembro 2020]

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Em 2 de setembro de 1960 nascia, em São Paulo (SP), Arnaldo Augusto Nora Antunes Filho. O quarto de uma família de sete filhos. Nasceu predestinado à arte. Por volta dos 13 anos, esboçou os primeiros versos. O rapaz de múltiplos interesses estéticos se lançou a experimentar as possibilidades que o uso da palavra lhe permitia, atuando em territórios artísticos diversos. Foi na música que, a partir de 1984, o Brasil passou a conhecê-lo como Arnaldo Antunes, um dos vocalistas da banda de rock Titãs. Certamente, o mais “estranho” entre eles, com visual e performances que chamavam atenção. Na sua presença e no seu repertório, convergiam a poesia concreta, o rock, a antropofagia modernista, o Tropicalismo setentista e outras referências deste paulistano cosmopolita.

Hoje, são cerca de 40 anos de trajetória artística, em que Arnaldo Antunes se lançou em variados caminhos, com uma produção prolífica e intensa na música, literatura, artes visuais, videoarte... De 1981 até hoje, ele tem na conta: 16 exposições individuais; 37 exposições coletivas (algumas estiveram na Alemanha, Estados Unidos, Cuba, Espanha, China/Macau); 24 livros; sete discos gravados com os Titãs (com a qual esteve de 1982 a 1992) e dois álbuns com os Tribalistas (com Carlinhos Brown e Marisa Monte); um álbum do projeto Pequeno Cidadão (com Edgard Scandurra, Taciana Barros e Antonio Pinto e seus respectivos filhos); um álbum do projeto A curva da cintura (também com Scandurra e com o músico malinês Toumani Diabaté); e 17 álbuns solo (incluindo a trilha sonora para o espetáculo de dança O corpo, do Grupo Corpo, em 2000; e o mais recente trabalho, O real resiste).

Em virtude da pandemia da Covid-19, Arnaldo chega aos 60 anos em isolamento no seu sítio, em Piracaia (SP). Foi de lá que ele conversou com a Continente, através de chamada de vídeo. Esta foi a sua primeira entrevista desde março, quando entrou em quarentena. A conversa ocorreu no dia 29 de julho e havia uma expectativa – mas não perspectiva – para o retorno às suas atividades, em especial para a estreia do show O real resiste (em que dividirá o palco com o pianista pernambucano Vitor Araújo), que estava em vias de acontecer quando o Brasil se viu instado a ficar em casa. De fala serena e gentil, Arnaldo contou sobre como tem sido a pandemia e o isolamento, a passagem do tempo, como enxerga sua própria arte, Titãs, Chico Science, o universo infantil com o qual também dialoga, o cenário político e social brasileiro e o seu novo show.

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