Artes Visuais |
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Como anda a crítica da arte no contemporâneo? |
| Escrito por Revista Continente | |||
| Qua, 15 de Fevereiro de 2012 14:59 | |||
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Nunca se viu tantas instalações no circuito formal (e informal) da arte na contemporaneidade. Para constatar isso, não é preciso ir a uma grande exposição, como à Bienal de São Paulo, principal evento das artes plásticas do Brasil. É comum se deparar com essa tendência numa metrópole reginal, a exemplo da cidade do Recife. A ideia de interação entre espectador e trabalho artístico (Arte Relacional), em contraposição à contemplação clássica da arte, é considerada um novo valor social, típico da pós-modernidade. O espírito desses novos cultivadores das belas-artes pode ser elucidado a partir da justificativa de artistas como o britânico Liam Gillick, nascido em 1964: “Meu trabalho é como a luz de uma geladeira, só funciona quando existem pessoas lá para abrirem a porta. Sem as pessoas, não é arte – é uma outra coisa, - coisas em uma sala”.
Interessante observar que Sierra utiliza outras pessoas como performers e enfatiza a remuneração que elas recebem pelo serviço prestado. Ao tentar concluir seu objeto de estudo, Bishop acredita que a Arte Relacional teria um papel social mais significativo se fosse baseada na exposição daquilo que é reprimido na sociedade, ao invés de sustentar uma aparência de harmonia, assim como muitas obras contemporâneas. Seguno ela, isso proveria bases mais concretas e polêmicas para repensar nossa relação com o mundo e uns com os outros.
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