Artes Visuais |
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"Só dou entrevista se você me ligar" |
| Qui, 19 de Janeiro de 2012 17:30 | |||||||||||
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Conversa editada entre o repórter desta matéria e o entrevistado dela (artista plástico Ganu Psique), via rede social facebook, no início desta semana:
Ganu: E aí, mano???
O primeiro contato com o artista plástico e autodidata Cláudio Sacramento, vulgo Ganu Psique (o primeiro e segundo nome significam, respectivamente, “genuíno artista não-utilizado” e “corpo e alma”), 28 anos, não é uma tarefa fácil. Desconfiado, Cláudio é daqueles que, numa conversa banal, apresenta senso crítico sobre as coisas a todo momento. Somente depois de você ouvir as mesmas palavras por meio da voz doce que transmite ao telefone, é possível constatar que há muitos porquês para tantos questionamentos. Ele exige mais aproximação. Caseiro e instrospectivo, o rapaz de Piraporinha, zona sul de São Paulo, encontrou na pintura e no grafite a ponte entre sua persona e o estar no mundo, deixando de lado a baixa auto-estima e problemas familiares.
Apesar de ter terminado o ensino médio, Cláudio não tem emprego fixo. Ele vende suas pinturas de porta em porta ou por encomenda. Para ele, não há chances de desenvolver um diálogo com o comércio formal da arte. “Há poucos artistas engajados nisso. Já vendi chocolate no ônibuns; já trabalhei no lixão; já dormi em cemitério para conseguir terreno para meus pais. Pessoas fúteis não me interessam. Elas acham chique frequentar galeria de artes”. Ganu também ainda mora com os pais. Na mãe, encontra o aconchego que precisa para enfrentar o “sistema” do modo de produção contemporâneo. “Encontrei a base na minha mãe. Ela faz parte de um processo espirutual e carnal meu”, confessa. Espiritualizado, tem como mote para sua arte a filosofia pré-socrática dos quatro elementos e o meio urbano. “Ar, fogo, terra, água. É disso que o ser humano é feito. Eu gosto de sentir a rua, o que as pessoas falam”.
Conheça, abaixo, o trabalho do artista plástico Ganu Psique:
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