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#164

Agosto/2014

OPINIÃO

Os avanços na tecnologia da comunicação criaram um ambiente virtual de profusão de pontos de vista em que todos sentem necessidade de se manifestar

Política

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"O marco civil é absolutamente único no mundo"

Sex, 24 de Agosto de 2012 12:51
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DivulgaçãoDivulgação

 

Rick Falkvingese autodenomina evangelizador. Perguntado sobre a tônica pejorativa do termo, ele diz que, embora pareça estranho, o termo é adequado à ação empreendida por ele, que almeja mudanças profundas na mentalidade da sociedade, acomodada às distorções da prática democrática. Aos 40 anos, Falkvinge passou de homem bem-sucedido da classe média sueca para um dos políticos visionários dos dias atuais, quando começou a se dedicar completamente às atividades políticas. Graças a esses esforços, suas ideias inovadoras acabaram achando pares pelo mundo, unindo indivíduos que tinham as mesmas inquietações.

 

CONTINENTE: Você veio ao Brasil em missão política: analisar as possibilidades de atuação do Partido Pirata, bem como criar a sede brasileira do partido. Quais são as suas primeiras reações ao país?
RICK FALKVINGE: Antes de tudo, é um país impressionantemente lindo. O primeiro traço que percebi é que as pessoas aqui tendem a ser relaxadas, às vezes não levam as coisas tão a sério e sempre se atrasam, mas não é, de forma alguma, o fim do mundo. Só é um hábito muito diferente de como agimos na Suécia; pontualidade é algo que levamos muito a sério.

 

CONTINENTE: Na sua palestra, você mostrou-se bem impressionado com o Marco Civil da internet. Quanto você sabe sobre o projeto e o que acha dele?
RICK FALKVINGE: Acho que o Marco Civil é absolutamente único no mundo. Ele estabelece que o acesso à internet é um direito de todo e qualquer cidadão. Atualmente, nós exercemos nossos direitos mais fundamentais – liberdade de expressão, liberdade de opinião, liberdade de imprensa e muitos outros – através da internet e, por isso, ela própria se tornou um direito tão fundamental quanto os demais que exercemos através dela. A lei também estabelece que o usuário não é responsável pelo conteúdo que ele compartilha. Observar tudo isso em uma mesma legislação é algo sem precedentes em todo mundo. A minha única ressalva é a identificabilidade, que prevê a identificação do indivíduo para usar a web, o qual deveria poder acessar de onde quiser e o que quiser sem ser obrigado a se expor de alguma forma. No entanto, no fim das contas, não acho que isso seja uma medida tão ruim, já que os brasileiros não levam regras tão a sério. A internet é um espaço público.

 

Leia a matéria na íntegra na edição 141 da Revista Continente.

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