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Cinema como forma de escrita

Qua, 07 de Agosto de 2013 00:00
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Eu não me sinto filmando os documentários, mas escrevendo com a câmera. Quero humanizar experiências, sejam elas livros, a medicina, ou a política”. A declaração é de um cineasta que, profundamente marcado por política e arte, decidiu juntá-las a fim de explorar a natureza humana e seus contextos. No melhor estilo faça-você-mesmo, o argentino, também biógrafo e jornalista, Eduardo Montes-Bradley peregrina desde os 15 anos em torno de projetos cinematográficos. Embora pouco comentado, é dono de um currículo de 74 produções e, atualmente, aventura-se pelo mundo da literatura contemporânea brasileira. Nesse universo, o diretor percebe a “origem dos melhores livros do futuro”.

 

Em 1976, a Argentina era vítima da ditadura militar, o que estimulou o cineasta, então exilado, a criar filmes contemplando os direitos humanos. Morando nos Estados Unidos desde aquela década, realizou documentários sobre vários intelectuais. “Em hipótese, eu acredito que o diretor Woody Allen poderia ajudar a visualizar a classe média judaica de Manhattan nos anos 1970, assim como a família dos Médici ajudaria a compreender a cidade de Florença no século 15”, defende. Pintores, poetas, escritores, políticos, ativistas já foram retratados sob facetas desconhecidas diante da sua câmera. Entre eles, o guerrilheiro Che Guevara, o escritor Julio Cortázar e a primeira-dama Evita Perón, exemplos de argentinos que serviram a uma “biópsia” da vida cultural e social do país.

 

Hoje, Montes-Bradley volta suas lentes para escritores brasileiros, no projeto Writers made in Brazil, no qual produz esquetes biográficas que prestigiam intimamente os autores, um a um: a carioca Adriana Lisboa, o cearense Ronaldo Correia de Brito, a chilena radicada no país Carola Saavedra, o mineiro Luiz Rufatto e o amazonense Milton Hatoum. Os filmes serão oferecidos a universidades e bibliotecas de todo o mundo em janeiro de 2014, pela distribuidora Alexander Street Press e pela sua produtora, a Heritage Film Project.

 

Na composição de seus documentários, Montes-Bradley segue sem roteiro prévio, apenas munido de câmeras, microfones, baterias e um computador, além de um amigo, o assistente Max Gordon. O principal método para a construção dos filmes é sua sensibilidade como diretor e a interação com o entrevistado. “Eu navego através do diálogo, espero conseguir acessar a alma do tema que escolhi.”

 

Leia a matéria na íntegra na edição 152 da Revista Continente

 

Confira na íntegra o filme Lisboa, e o teaser da obra Saavedra

 

 

 

 

 

 

 

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