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[LIVRO] REFLEXÕES SOBRE PROCESSOS CRIATIVOS no CINEMA

Cineasta pernambucano Pedro Severien lança a publicação "Quando as luzes artificiais se apagam" nesta quinta-feira, no Sinspire, no Bairro do Recife

TEXTO Revista Continente

06 de Fevereiro de 2020

Diretor propõe um olhar sobre o que vai além do set

Diretor propõe um olhar sobre o que vai além do set

FOTO Samia Emerenciano/Divulgação

O realizador pernambucano Pedro Severien lança hoje, às 19h, no Sinspire (Praça do Arsenal, Bairro do Recife), o livro Quando as luzes artificiais se apagam. Com uma tiragem inicial de 500 exemplares, a publicação surge do desejo de reflexão sobre processos criativos e políticos no cinema. Para promover essa narrativa que se volta para um trajeto ao mesmo tempo conceitual e pessoal, ele age como organizador, reunindo conteúdos (boa parte dos quais escritos por ele) acerca da feitura de filmes com os quais esteve envolvido na última década, dos mais autorais aos mais colaborativos. Com roteiros, entrevistas, ensaios, materiais visuais e contribuições de parceiros criativos, o autor constroi um trajeto que passa por aspectos práticos sobre organização de uma produção, dinâmicas de set  e experimentações nos campos ficcional e documental.  O projeto tem distribuição da Inquieta e incentivo do Funcultura / Secretaria de Cultura do Estado de Pernambuco e do Fundo Setorial do Audiovisual / Ancine / Governo Federal.

"Mais do que estabelecer um foco pontual e estático sobre um determinado tema ou forma, em Quando as luzes artificias se apagam realizo uma cartografia dos meus desejos no cinema. Mobilizo roteiros, ensaios e entrevistas, assim como textos de colabores criativos, para pensar as forças vitais que me movem na criação artística. Ao mesmo tempo, busquei refletir sobre a micropolítica na realização audiovisual, relacionando isso com as experimentações estéticas e dramatúrgicas dos filmes. Os meus interesses são nômades, estão sempre em movimento, e é um pouco desse nomadismo que tentei imprimir no livro”, explica Severien.

Quando as luzes artificiais se apagam é divido em três partes. A primeira, Anoitecer, gira em torno da experimentação de Todas as cores da noite, longa-metragem do diretor lançado em 2015. A segunda parte do livro, Paisagens interiores, traz os roteiros originais de Canção para minha irmãLoja de Répteis e Todas as cores da noite. E a terceira, Uma prática política com as imagens, joga um olhar sobre o cinema militante e inclui o ensaio Ocupar é narrar, que versa sobre a experiência de realização de Onde começa um rio, documentário correalizado com Julia Karam, Maria Cardozo e Maiara Mascarenhas, sobre o levante estudantil universitário contra a PEC do teto de investimentos sociais.

 

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