×

Aviso

Please enter your DISQUS subdomain in order to use the 'Disqus Comments (for Joomla)' plugin. If you don't have a DISQUS account, register for one here

O músico Bruno Giorgi. Foto: Flora Pimentel/DivulgaçãoO músico Bruno Giorgi. Foto: Flora Pimentel/Divulgação

 

Músico carioca, que é filho do cantor e compositor Lenine, tem se destacado atuando como produtor ou na engenharia de som, masterização e mixagem de discos

Entre um show e outro, o músico e produtor carioca Bruno Giorgi atende o telefone para a entrevista enquanto se acomoda no quarto de hotel. Há cinco anos, desde que passou a integrar a banda do pai, o cantor e compositor pernambucano Lenine, o guitarrista tem sua agenda lotada de viagens e apresentações que inviabilizaram a sua participação ao vivo em shows de outros grupos dos quais já fez parte, como Cícero, Posada e o Clã e a banda pernambucana Rua, mas ainda assim não abre mão de trafegar entre os distintos universos musicais através da produção. Com cerca de 30 trabalhos como produtor ou na engenharia de som, masterização e mixagem, Bruno se multiplica para abraçar todos os projetos e coleciona elogios pela sua contribuição na criação dos discos como É, de Duda Brack, Carbono, de Lenine, e Levaguiã Terê, de Vitor Araújo.

Atualmente com 28 anos, o rapaz já tem na conta uma indicação ao Grammy Latino de 2013, pela engenharia de som de Chão, de Lenine. O talento precoce para o estúdio começou a ser desenvolvido antes mesmo que o carioca tivesse consciência do seu interesse pela música. Quando criança, Bruno ficava sob os cuidados de Lenine quando estava fora da escola e constantemente era levado para as gravações dos discos, enquanto a mãe, Anna Barroso, ocupava-se como produtora da Rede Globo. “Quando entrei na faculdade de música, foi engraçado perceber como todo mundo tocava um instrumento desde muito cedo e eu comecei tarde. Mas muito cedo eu já estava em estúdio, acompanhando o trabalho de gente como Marcos Suzano, Chico Neves e Tom Capone”, relembra ele parceiros de produção do pai.

Antes mesmo de Chão, de 2012, cuja produção foi assinada com Lenine e JR Tostoi, Bruno já havia produzido o primeiro álbum da Posada e o Clã e o Do absurdo, da banda Rua, lançado em 2011. “O Chão foi fruto desses dois discos, porque vem da mesma linha de pesquisa, foram dois artistas sobre os quais eu e meu pai discutimos bastante. Disso surgiu o processual do Chão, com a ideia de fugir do óbvio e usar sons do ambiente”, explica Bruno. Em entrevista à Continente, Lenine definiu como total a influência do filho. “Toda a arquitetura sonora que ele criou no disco – a tridimensionalidade do 5.1, o relevo – foi uma tremenda descoberta para mim, mudou a minha maneira de conceber um espetáculo”, comentou o cantor, que passou a ter Bruno como integrante da banda a partir da turnê do álbum.

Não só Lenine, como também outros músicos, a exemplo de Pupillo e Vitor Araújo, interessaram-se pelo trabalho de Bruno através da banda Rua. “No processo de feitura do disco Do absurdo, nós pudemos compreender outras nuances para a música que estávamos propondo. Desde então, Bruno é da banda, sempre pontuando que sua presença nisso fica sem rosto, mas que inventa as sensações conosco, enquanto música. Além de ser muito inventivo em estúdio, ele está sempre fuçando equipamentos, instrumentos, timbres e isso nos dá confiança de encontrar o som que procuramos, ou simplesmente de sermos descobertos por eles num processo de experimentação a que nos permitimos”, observa Caio Lima, vocalista do grupo, que também contou com a coprodução de Bruno em Limbo (2014).

Leia texto na íntegra na edição impressa da Continente #198, edição de junho de 2017.

capa 198
CONTINENTE #198  |  Junho 2017

banner documenta14 sidebar V2

banner Suplemento 316x314

publicidade revista