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Edição #151

Julho 13

Nesta edição

Eles são mágicos

“O ilusionismo é uma arte baseada em ciências naturais, com uso da física mecânica, ótica, química, entre outras, que só podem trazer benefícios”, afirma Lorax, que também atende como médico, sob o nome de Paulo Garcia. O mentalismo e as mágicas de salão, que pratica há muitos anos, ele aprendeu com outro médico, José Laércio do Egito, que também pode ser encontrado sob a insígnia de Faraó Keops.

Assim como outras identidades ocultas, a de um detetive, de um policial civil ou de um membro da maçonaria, por exemplo, o mágico pode nem ser reconhecido por seu nome de palco, mantendo-se cotidianamente sob profissões prosaicas, mas em cena ele realiza feitos que levam o público a crer – nem que seja por alguns minutos – que o que está diante dos seus olhos acontece “de verdade”.

“O ilusionista não ilude, ele ilusiona seu público através de sua arte, transmitindo o que há de mais belo e encantador. Iludir é enganar. Ilusionar é criar uma nova realidade, levar o público a outra dimensão. Essa é a verdadeira mágica”, ensina o mestre dos mágicos Astor, que fundou, em 1965, o Clube Mágico do Recife.

Esses mágicos da “velha guarda” e outros, que agora chegam, apontam a permanência de uma profissão que, supostamente, existe desde o antigo Egito e que esteve associada, em vários momentos da História, à feitiçaria e ao pacto com o Diabo. Hoje, ninguém acredita mais nisso, não apenas porque Mister M fez o favor de “despoetizar” a mágica, mostrando o passo a passo de cada truque famoso em canal aberto de TV, mas porque a era dos mágicosmecânicos, no século 19, tratou de evidenciar a relação dela com a maestria técnica.

O ambiente encantador da mágica é tema central desta edição. Buscamos abordar o assunto a partir do contexto atual, dos profissionais que estão na ativa em todo o Brasil, conversando com eles sobre o que os levou para a mágica e como nela atuam. Que tipos de mágica existem e quais são as engenhocas que as viabilizam, que pessoas se “ocultam” sob nomes grandiosos, os vários “misters” existentes, as mulheres que trafegam por esse universo, para além da figuração, todos nos interessaram. Uma atuação prazerosa para quem a exerce e quem a assiste. Um mundo mágico, de verdade.

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