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Edição #178

Outubro 15

Nesta edição

Novissimo Cinema

Se, no mês passado, demos destaque à música, agora, nosso foco é o cinema, mas com um aumento de lupa. Em setembro, nosso olhar recaiu na produção pernambucana, elegendo álbuns recentes de artistas que consolidam seus trabalhos desde a década de 1990 – como Siba e Lirinha – e aqueles que agora despontam, como Johnny Hooker e Zé Manoel. Nesta edição, ampliamos o escopo para o cenário nacional, observando o que tem caracterizado o chamado “novíssimo cinema brasileiro”, expressão que, em síntese, nomeia a produção pós-retomada, aquela que vem sendo apresentada sobretudo neste século 21. Em ambas as reportagens, portanto, nos lançamos a uma temporalidade que atravessa décadas de acontecimentos. Vale mencionar aqui um contexto subjacente aos temas propostos: a massifi cação da internet, o aporte de equipamentos digitais de produção (que a barateiam) e a comunicação via redes sociais.

Assim é que reunimos, nesta reportagem de Luciana Veras, diretores de vários pontos geográfi cos do Brasil e também o crítico e professor Ismail Xavier, para conversar sobre o que impulsiona a criação cinematográfi ca hoje, no que diz respeito a projetos e modos de produção, em fi lmes que nos acostumamos a chamar “de autor”, porque não partem de demandas comerciais, e, sim, pessoais. Ismail Xavier, com sua maturidade de observador, resume: “Em termos estéticos, o panorama, antes já variado conforme o esquema de produção, inclui agora um novo esquema, em que os cineastas ganham maior independência atuando de forma cooperativa e partilhando as funções na equipe, inclusive a direção, em fi lmes de baixíssimo orçamento e que partem desse princípio de tomar a minimização de recursos como alavanca para uma maior liberdade no método de trabalho e criação, o que gera uma estética inovadora”.

Além da nossa matéria de capa, em outros momentos o cinema ganha relevo nesta edição: na entrevista com Walter Salles, que nos fala de sua experiência de fi lmar na China um documentário sobre o cineasta Jia Zhang-ke; e na reportagem de Marcelo Miranda sobre o crescimento do público para fi lmes dublados no Brasil, que agora supera o de legendados. Por fi m, chamamos a atenção do leitor para algumas mudanças editoriais que empreendemos nesta edição.

A seção Cardápio deu uma engordadinha, graças a uma coluna de notas; a esporádica Viagem passa a ser regular e a Conexão agora deixa de ser uma coluna de notas e passa a ser uma seção, em que abordaremos a relação entre arte e cultura x tecnologia. Vejam o que acham, comentem, amigos leitores!

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